Vamos falar em números?

Vamos falar em números?
Vamos falar em números?

Números são assunto delicado para mim. Não todos, é claro, mas alguns eu nem gosto de falar em voz alta.

Lia Caldas no Circo

Eu fui uma criança magra e bastante ativa. Na foto, eu numa das apresentações do Circo Esperança, que era a coisa que eu mais amava no mundo. O nome do espetáculo era O Menor Circo do Mundo do Terceiro Mundo, de Breno Moroni.

Idade

Idade pra mim não é problema algum, esse número aí tá fácil ;-) Tenho 39 no momento em que escrevo este post, mas terei 40 em poucos dias, meu aniversário é no dia 7 de março. Não quero esconder minha idade nem parecer mais nova, tenho orgulho de tudo que vivi, e acho que é possível estar bem e saudável em qualquer idade.

Em suma, eu quero estar bonita e em forma para a idade que eu tenho. Se com isso as pessoas acharem que eu pareço mais nova, tudo bem, mas esse não é o objetivo. Pra falar a verdade, acho até que dá um sabor especial… algo do tipo… “nossa ela está assim tão bem mesmo com tal idade?”. Tem seu charme, né?!

Lia com 20 e poucos anos.

Em Saquarema, com os cachorros Zion, Luna e Zinha. Eu tenho outras fotos desta época (vinte e poucos anos), mas elas estão em papel e têm que ser escaneadas, então deixei pra outro dia.

Aniversário de 29 anos de Lia Caldas.

Aos 29 anos eu era mais magra, mais loira e mais bronzeada.

Peso

Peso é um problema. Cada um é que sabe o número que te incomoda e cada pessoa tem uma estrutura corporal diferente, não quero dizer que o peso que me deixa infeliz seja inaceitável ou que todos deveriam fugir dele.

Eu fui uma criança magra, uma adolescente normal e comecei a ganhar uns “quilinhos” (umas gramas, na verdade) curiosamente quando comecei a fazer dieta, que hoje vejo que eu não precisava de jeito nenhum. Eu não me lembro exatamente do meu peso em cada momento de vida, mas sei que depois que passei de 55kg, isso lá pros 17, 18 anos, e eu tenho 1,58m, passei a me sentir “gorda”.

Feliz 29 anos

Com 20 anos, meu peso variava, mas nada comparado com o que iria acontecer aos 30. De lá até aqui o meu peso variou enormemente, mas foi quando eu comecei a chegar perto dos 80kg que eu me apavorei.

Eu já achava 70 e poucos quilos muita coisa. Quando eu cheguei a 72Kg, imaginei que esse fosse o máximo que eu iria ter, mas eu não tinha a menor noção do que estava por vir. Mas por que 80kg era tão assustador para mim?

O peso do Pedro

Quando eu comecei a namorar com o Pedro, meu marido, ele tinha cerca de 82kg. Ele ela um cara atlético, jovem, com um 1,82m de altura e tinha músculos pelo corpo. Mas não é só isso que me assuntou: eu também sei que gordura tem mais volume do que massa múscular, ou seja, 30kg de gordura ocupam muito mais espaço do que 30kg de músculo. E lembre-se que eu tenho apenas 1,58m!! Por isso, 80kg para mim era demais.

No entanto, a proximidade deste número não me fez mudar de vida. Eu continuei engordando e simplesmente parei de me pesar quando cheguei aos 82kg. Daí pra frente, passou a ser muito raro eu me pesar, eu não queria encarar a realidade, até que as roupas passaram a não caber mais com muita velocidade. Eu explico:

Lia Caldas em maio de 2011.

Eu estava engordando, mas continuava comendo. Nesta época, pelo menos eu ainda me exercitava, o que eu pararia de fazer no futuro.

Atingindo os 86kg

Eu comprava uma roupa um pouco maior e em poucas semanas ela já estava apertada de novo, me obrigando a comprar outra ainda maior. Esse processo foi rápido e me deixou muito deprimida e em algum momento eu resolvi me pesar. Eu estava com 86kg (!!!) e desde então não me pesei mais.

Eu imagino, pelas roupas, que eu alguns momentos eu deva ter passado desse número, mas eu nunca mais me pesei, então não saberia dizer com certeza. “Imagino” é um eufemismo, na verdade eu “sei” que passei, mas não saberia dizer o número.

O peso no início do Projeto Lia Caldas 4.0

A Foto do Antes

Essa foto foi tirada no dia 3 de fevereiro, mas ela representa bem como o meu corpo estava nos últimos meses. Foto de Gustavo Aragão.

Só fui me pesar de novo no consultório do Dr. Helio Ventura, dia 23/01/2014, onde a balança bateu nos 83,6kg. Acho que eu fiquei mais de um ano sem me pesar, mas não tenho certeza.

Dois dias depois, no dia 25 de janeiro de 2014, eu me pesei novamente em casa – na minha super balança que mede tudo – e anotei todos os números que ela me deu. Na sequência tirei as medidas do meu corpo, embora eu não saiba fazer isso profissionalmente, apenas para poder acompanhar a evolução ao longo do projeto Lia Caldas 4.0.

Os números foram:

  • Altura: 1,58m
  • Peso corporal: 83,2kg
  • Percentual de gordura: 44,9%
  • Percentual de água: 39,4% – não sei porque medir isso, mas esse é o número ;-)
  • Massa magra: 43,5%
  • Ossos: 2,3kg
  • Taxa metabólica basal: 1.441
  • Rate: 2 – é uma espécie de “nota” que a balança dá pra gente.
  • Idade metabólica: 50 – Cruel!!
  • Gordura visceral: 10Kg – Assustador!

Terrível, não acham? Agora vamos passar para aquele número que eu nunca falei eu voz alta…

Percentual de gordura

Medindo "de mentirinha" o meu percentual de gordura.

Simulando a medição de percentual de gordura via dobras cutâneas para a foto. A mão na foto é da Vevê. Foto: Gustavo Aragão.

Eu odeio quem teve essa ideia de medir o percentual de gordura dos outros. Isso é uma sacanagem! Para mim, esse é o valor que mais machuca. Talvez porque eu sempre tenha lidado com pessoas magras e atléticas (eu trabalhei na Editora Gracie por 8 anos e sou casada com um cara atlético), não sei, mas eu sempre estive cercada de mulheres que reclamam por estar com 20% de gordura e homens que se descabelam ao chegar perto dos 15%.

Aí eu vou e descubro que eu tenho mais do que todas elas! Já numa avaliação funcional bem antiga, numa academia que frequentei, eu fui “diagnosticada” com cerca de 30% de gordura e fiquei deprimida por uma semana. 30% de qualquer coisa é muita coisa!

Agora na minha última pesagem eu cheguei a 44,9%, medido via bioimpedância da balança. No consultório do Dr. Helio Ventura, que mediu via dobras cutâneas, esse valor foi mais baixo, mas eu não achei o papel com o número exato. De qualquer forma era muito alto.

Depois de pensar muito, resolvi assumir esse número cruel publicamente, quem saber me expor desse jeito me ajudar a melhorar? Essa é a ideia do blog não é mesmo?

Mas não consigo para de pensar que 44,9% é quase metade do meu corpo. Imagina isso: metade do meu corpo é gordura! É muito difícil assumir isso e acho que só agora, escrevendo, é que a ficha vai caindo.

Lia Caldas no Projeto CrayonStock.

Esse é exatamente o meu corpo no início do Projeto Lia Caldas 4.0, quando eu ainda fazia parte da CrayonStock. Esse ensaio foi feito para o blog da empresa e para entrar no acervo. Foto de Gustavo Aragão.

As medidas

Com uma fita métrica, medi algumas partes do corpo para usar como referência ao longo do projeto. Não sei se coloquei a fita exatamente no lugar correto – me perdoem, médicos e profissionais da área – mas, para meu objetivo, serve. Basta eu medir sempre no mesmo lugar.

  • Busto: 106cm
  • Tórax: 90cm
  • Cintura: 102cm
  • Abdômen: 113cm
  • Quadril: 119cm
  • Coxa esquerda: 72cm
  • Coxa direita: 71cm
  • Panturrilha esquerda: 42cm
  • Panturrilha direita: 40,5cm
  • Braço esquerdo: 39cm
  • Braço direito: 38,5cm

Conclusão

Depois que me pesei e medi tudo, a balança quebrou e eu não me pesei mais. Como não achei suporte técnico para ela, acabei encomendado outra, de outra marca. Isso significa que talvez as próximas medidas fiquem um pouco estranhas em comparação com essas, pois a nova balança pode usar frequência diferente, método diferente de bioimpedância ou algo assim.

Mas tudo bem, é só pra referência mesmo, né…

Amanhã, vou fazer uma medição completa e publicar no review da semana. Que tal estabelecer o primeiro dia de cada mês como o marco de fazer isso? Acho que é uma boa ;-)

E você? Quais números te assustam? Você mede e se preocupa com o seu percentual de gordura? Com qual frequência você se pesa? Diariamente? Uma vez por semana?

Valeu e até mais! E bom Carnaval! ;-)

Lia Caldas

Lia é designer, fotógrafa, instrutora de Yoga e está em busca de uma vida mais ativa, mais saudável e mais feliz.

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1 Resultado

  1. Dulce Tupy disse:

    Hoje ouvi uma matéria na rádio CBN, no programa Caminhos Alternativos, sempre aos sábados, de manhã, com um sujeito que só come o que está não é cozido; tudo vivo, principalmente mato! É radical, mas vale a pena ler algo, pesquisar, sobre isso. Ele começou comendo arroz integral e macrobiótica. A gente é o que a gente come. Bjs

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