A alimentação da fase 1 – Devagar e Sempre

Salada do Bibi Sucos

Não é só porque você vai ao shopping que tem que comer porcaria. Aqui eu estou me deliciando com uma saladinha do Bibi Sucos com um suco de abacaxi.

Quanto à alimentação, a ideia básica da primeira fase do Projeto Lia Caldas 4.0 era a mesma da atividade física: reduzir o que é ruim, aumentar o que é bom e não me impor algo que eu não conseguisse fazer e que depois fosse me deixar frustrada e com culpa por não ter feito.

A maioria das pessoas, quando pensa em emagrecer, resolve fazer uma dieta que, geralmente, começa mais radical para depois ir flexibilizando o que se pode comer e aumentando a quantidade. No meu caso, a ideia era fazer exatamente o oposto.

Fazendo o oposto de uma “dieta”

Como eu não estou fazendo “dieta”, mas sim acrescentando novos hábitos que eu quero que durem para sempre, não adianta começar radical e tomar raiva profunda pelos novos alimentos. A ideia é que a mudança para essa nova forma de me alimentar fosse prazerosa e divertida, que não fosse vista como “perda” ou “limitação”, mas sim como uma alternativa mais saudável ao que eu comia antes.

Na prática, portanto, eu comecei a observar o que eu comia e a fazer escolhas inteligentes, mas não me reprimia se ainda tivesse vontade de comer um chocolate, por exemplo. Prestei atenção às quantidades, aos momentos em que a fome aparecia e aos momentos em que eu me sentia satisfeita.

Escolhas Inteligentes

Escolha inteligente é levar frutas para comer no final da trilha, ao invés de um pacote de biscoito.

Comendo em casa

Trabalhando em casa fica mais fácil fazer e controlar as refeições, então lá fui eu aprender a cozinhar. Vindo de uma rotina de comer na rua quase todas as refeições, não foi uma transição tão fácil assim, por isso eu optei por pratos muito, muito simples e em grande parte das vezes ainda comia na rua.

Prato Default

Este é um bom exemplo de refeição que eu fazia em casa: massa, omelete e salada. O ideal era que a salada ocupasse metade do prato, mas nem sempre isso acontecia ;-)

Na realidade, eu não precisei “aprender a cozinhar” de verdade, pois grande parte dos pratos que eu fazia combinavam uma massa com algum omelete. A massa eu variava entre as novas alternativas: massa de quinua, de linhaça, de arroz, de milho, de trigo integral ou uma combinação entre essas opções.

A massa era uma boa opção para mim porque era rápido e simples de fazer: só jogar na água e controlar o tempo. Quando meu marido estava em casa, fazíamos massa de trigo normal, ao invés da de trigo integral, pois ele é um cara tradicional em termos de macarrão, hehehe.

O omelete era ainda mais fácil de fazer, pois nós temos uma omeleteira que ganhamos da minha sogra. Alternava a quantidade de ovos, os recheios, o tipo de pimenta, etc. Outras vezes fazia ovos mexidos, cozidos ou “ovo coração”, que era feito no microondas. A quantidade de ovos consumida nessa casa era enorme, já que o marido também era grande fã desse alimento.

Lanche em casa

Uma opção de lanche era pão integral, queijo cottage e sementes.

Outros dias, para variar, fazia arroz integral, arroz sete cereais, sanduíches, etc. Nos lanches, o queijo cottage estava sempre presente, junto com o pão integral e a semente de chia.

O ingrediente mais importante da minha alimentação era o tomate, que eu comia, e ainda como, em quase todas as refeições, inclusive nos lanches, dentro de sanduíches. Tomate cereja é tão bom que eu como puro, sozinho, como se fosse uva. Já até levei na bolsa como opção de lanche na rua.

Salada de verdade

Salada Bonita

Eu gosto de saladas completas, bonitas e com ingredientes de texturas diferentes, como essa do Balada Mix.

Eu comecei a gostar de saladas com 21 anos (depois eu conto essa história em um post separado) e nunca mais deixei de comer, porém eu gosto de salada com vários ingredientes. Essa história de salada de tomate com alface é a razão de muita gente não gostar do prato. Tem tanta coisa para colocar na salada, porque ficar só nesses dois?!

As minha saladas eram, portanto, bem completas. Tinham sempre folhas, tomate, cenoura, pepino ou palmito e quase sempre sementes, como a de chia, de girassol ou gergelim. Também gosto de colocar gengibre como tempero, picadinho bem pequeno, junto com um fio de azeite.

Não uso sal na salada. Quando variada, ela fica tão gostosa que não precisa ;-)

Montando o prato

Salada de verdade

Minhas saladas levam vários ingredientes. Penso, inclusive, em variar texturas quando estou montando o prato. O sal não entra na salada, mesmo sendo sal rosa do Himalaia, mas uso-o nas massas e no brócolis.

Eu não peso os alimentos nem conto calorias. Quando eu montava o prato, minha única preocupação nessa primeira fase era que a salada ocupasse cerca de metade do prato e que o restante fosse dividido entre o “carboidrato” (massas, arroz, batata, pães etc.) e a “proteína”, geralmente ovos.

Não era a mesma distribuição para sanduíches, pois o pão acabava ficando em maior proporção, mas quase sempre colocava verduras e tomate nesses lanches.

Comendo na rua e reduzindo quantidades

No primeiro mês do projeto eu ainda estava trabalhando no meu escritório – da Subito Creative, na Galeria Vitrine do Leblon – e estava acostumada a almoçar por lá. O que mudou na minha alimentação foi que eu deixei de pegar o pastel de queijo ou o frango empanado na hora do almoço, assim como todas as frituras, e troquei o pão de queijo que comia no lanche por opções mais saudáveis, como um sanduíche de queijo cottage. Eu já tinha o hábito de comer saladas no almoço e também já dava prioridade ao arroz integral em relação ao branco, mas gostava de uma sobremesa doce, que parei de comer.

Comendo na rua

Comendo sushi a quilo no restaurante Fellini.

Na rua, fora do horário de trabalho, eu comia o que dava vontade. Optei por não restringir meus desejos para não gerar um estresse que poderia me fazer sair do caminho. Prestava atenção especial às quantidades e se eu estava realmente com fome ou se era apenas gula.

Uma coisa importante que aprendi nesse momento foi que antes do Projeto Lia Caldas 4.0 eu comia mais do que a fome. Muitas vezes comia até sem fome, só por hábito ou por prazer. A partir dessa observação, tentei deixar essa relação mais saudável, prestando atenção à diferença entre a fome e a vontade de comer, mesmo que me deixasse levar pela segunda, mas com consciência.

Chega de culpa!

Rocanbole do Gula Gula

Essa é a minha sobremesa favorita do Gula Gula: rocambole de chocolate com doce de leite, uma bola de sorvete e calda quente de chocolate. Muitas vezes eu não resisti à tentação, confesso.

Para pessoas que não lidam bem com restrições e limitações – como eu e, acredito, grande parte das pessoas – a culpa que aparece quando a gente sai da “dieta” pode colocar tudo a perder. Portanto, para evitar isso, se eu saísse do programa, voltava na refeição seguinte sem tentar compensar.

Sabe aquele raciocínio “já que saí da dieta, amanhã vou ser mais rigorosa”? Era exatamente isso que eu queria evitar. Abusou da comida, já era. No dia seguinte segue tudo normal. O pior que pode acontecer é emagrecer mais devagar, mas isso não é tão grave assim. Como sempre digo:

Eu não quero emagrecer rápido, quero emagrecer para sempre!!!

Lanche no Talho Capixaba

Esse era um dos lanches que eu mais gostava de pedir quando íamos ao Talho Capixaba: pão australiano com peito de peru e muzzarela light, acompanhado de capuccino. Não era um lanche saudável, mas eu me permitia comer sem culpa. Antes do projeto Lia Caldas 4.0, eu comia esse lanche, ou algo parecido, quase todos os dias.

Cortar ou não alimentos?

Como eu vinha de uma fase onde comia o que queria sem restrição alguma, só de pensar em cortar alguma coisa da minha alimentação eu já ficava nervosa, então não cortei nada. Tudo pode! Mas prestando atenção a quantidade, qualidade etc.

Ovo Coração

“Ovo Coração” era um ovo feito no microondas que deveria ficar em forma de coração. Nunca consegui deixar muito bonito, embora tenha tentado várias vezes.

Na prática, fui deixando de comer algumas coisas naturalmente, sem esforço algum e sem sentir nenhuma falta. O melhor exemplo disso foi o refrigerante. Reparei que eu tomava essa bebida por puro hábito ou por falta de imaginação. Quando eu passei a tomar mais sucos, mais água, água de coco e a comer mais frutas, os refrigerantes sumiram da minha rotina.

Um dia eu percebi que não tomava mais, nem sei qual foi exatamente o último dia, pois não estava preocupada com isso. Eu simplesmente parei porque não gostava de verdade deles e eles não têm espaço na minha nova alimentação.

Acho que nunca mais vou tomar um refrigerante, não porque é “proibido”, mas porque eu não sinto falta nenhuma e eles não têm NENHUM nutriente. Para quê ficar tomando essa porcaria? Prefiro uma água sem gás ;-)

Carboidratos SIM!!!

Massas de vários sabores

Carboidratos não serão cortados na Dieta da Lia.

Muitas pessoas me perguntaram se eu comia carboidratos à noite ou se eu comia frutas, preocupação que surgiu dessa moda das dietas ricas em proteína e gorduras.

Sim! Eu comi e ainda como carboidratos em todas as refeições!

Já tentei essas dietas com baixo teor de carboidratos e achei enlouquecedor. Emagreci muito quando fiz a Dieta Atkins, há muitos anos, mas era impossível manter aquilo, tanto em termos de saúde quanto em termos psicológicos. Depois que parei, engordei tudo de novo e mais alguns quilos.

Eu preciso de carboidratos para ser feliz e não vou abrir mão disso para emagrecer. O Projeto Lia Caldas 4.0 é uma busca por uma vida saudável, tanto no corpo físico quanto o emocional, o mental e o espiritual, sendo o emagrecimento consequência desse processo.

Também é um projeto de longo prazo, então não estou interessada nas dietas que prometem emagrecimento rápido e milagroso. Quero algo sustentável, uma alimentação que sirva para nutrir o meu corpo, ao invés de deixá-lo em crise.

Novos hábitos

Chocolates amargos

Troquei o chocolate comum por chocolate amargo, que eu nem gostava no início do projeto e agora gosto.

Depois de um tempo, fui me acostumando à nova rotina e tudo ficou mais fácil. Já preparava tudo mais rápido, já sabia o tempo certo de cada massa etc.

Reparei que o hábito de fazer a foto de cada prato depois de montado fez com que eu caprichasse cada vez mais na decoração e no aspecto visual da comida, o que a tornou ainda mais gostosa. Acredito que fotografar o prato tenha me ajudado nesse caminho e recomendo para quem está na mesma missão de saúde.

Sem remédios e sem suplementos

Não usar remédios era um dos pré-requisitos do projeto. Remédios são muito perigosos, mexem com o seu metabolismo e promovem um emagrecimento não natural.

Verduras

Eu prefiro consumir meus nutrientes a partir de alimentos naturais.

Quanto a suplementos, durante o primeiro mês tomei um multivitaminas recomendado pelo médico ortomolecular que eu fui no início do ano, o Dr. Helio Ventura, mas depois achei melhor deixar para lá. Prefiro primeiro tentar consumir todos os nutrientes por meio da alimentação e só tomar vitaminas e minerais se precisar. Estou acompanhando por exame de sangue com o meu homeopata, Dr. Claudio Rangel, e ainda não precisei.

No primeiro mês, também recomendado pelo Dr. Helio Ventura, tomei um termogênico (a base de Acetil L-carnitina) antes dos exercícios, mas depois de 2 semanas parei. Os termogênicos ajudam na queima das gorduras e aceleram o metabolismo, mas achei que não havia necessidade deles e que eu poderia me sair muito bem sem. Na verdade fico feliz de ter parado, meio que intuitivamente, pois há quem diga que eles são muito prejudiciais a saúde, como o médico desta matéria: Termogênico aumenta risco de AVC e pode até causar a perda da visão.

De forma geral, eu não sou fã de produtos químicos, acho perigoso, e evito inclusive remédios que as pessoas tomam sem prescrição médica. Me trato com homeopatia desde criança e sempre tive bons resultados.

Dicas

Montando o sanduíche

Fotografar o que comia me ajudou no processo.

1) Encare esse começo como uma fase de transição. Às vezes você vai comer porcaria, mas tudo bem, continue seu projeto de saúde na próxima refeição.

2) Se estiver pensando muito sobre algum alimento “proibido”, vai lá e come um pouquinho. É melhor do que ficar enlouquecido por causa de comida. Lembre-se: é uma transição.

3) Escolha fazer uma alimentação que te dê prazer e fuja das dietas da moda. Se você não gostar do que está fazendo, não vai conseguir manter.

4) Faça saladas bonitas, completas e com ingredientes que você goste, mesmo que não sejam os considerados mais leves. É muito importante aprender a gostar de saladas, pois elas são ótimas amigas no seu projeto de SAÚDE, mesmo que você não queira emagrecer.

5) Evite tomar remédios. Tome somente se você realmente precisar, por questões médicas, mas não para acelerar o processo. Você levou anos para chegar onde está, nada mais natural do que levar tempo para chegar onde quer.

6) Faça o melhor que você pode com o que tem a mão. Algumas reportagens vão tentar te empurrar o novo super alimento milagroso que vai resolver todos os problemas de saúde e ainda te ajudar a emagrecer (goji berries, semente de chia, óleo de coco etc.). Eu gosto de alguns desses superalimentos e uso nos meus pratos, mas somente porque tem aqui no meu bairro. Mesmo sem eles, dá para comer saudável e emagrecer.

E a atividade física?! O que você fez, Lia?

Veja neste post o que eu fiz de atividade física nessa primeira fase do Projeto Lia Caldas 4.0, que durou dois meses e meio e em que foram eliminados 7,5kg: Chega ao fim a Fase 1 – Devagar e Sempre.

Fim da Primeira Fase do Projeto Lia Caldas 4.0

Até a próxima e mantenha o foco! ;-)

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Lia Caldas

Lia é designer, fotógrafa, instrutora de Yoga e está em busca de uma vida mais ativa, mais saudável e mais feliz.

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3 Resultados

  1. Lau disse:

    Oxe, só vi agora que me respondeu! :)
    “as principais doenças modernas, como diabetes, doenças cardíacas, câncer e outras, estão ligadas ao consumo de produtos animais” – isso não explica a comparada longevidade e a quase ausência de doenças como câncer e arteriosclerose em povos que consomem e sempre consumiram quase que exclusivamente proteína animal, como esquimós e diversas tribos africanas.

    Eu já tinha assistido à essa palestra. Tem um link de um especialista rebatendo ponto por ponto, que eu perdi. O fato é que ela não contradiz a essência paleo, apenas reafirma que a dieta paleo ancestral é diferente da atual em termos evolutivos, o que é natural. É claro que não dá pra replicar EXATAMENTE o que se comia no período paleo, não há necessidade. E ela usa bananas como exemplo de alimento modificado (e é mesmo), mas se foi possível tornar certos alimentos mais palatáveis e nutritivos não vejo contradição em consumir hoje. O fato de os legumes hoje serem diferentes e melhores do que eram antes não quer dizer que não eram consumidos. O ponto é que banana é fruta, e vários povos paleolíticos consumiam frutas. Eu, pessoalmente, ganho peso e saio da cetose se consumir frutas, logo evito. As mesmas vitaminas estão presentes nos legumes.

    E quando ela diz que não produzimos vitamina C como os carnívoros e não temos o mesmo tipo de sistema digestivo de carnívoros se esquece de mencionar que, de fato, não somos carnívoros. Assim como porcos e certos tipos de macacos, nós somos onívoros. ;) Não somos estritamente carnívoros. Não somos herbívoros. Nossa dentição não é como a do leão, mas não é como a do coelho. Não processamos celulose, não temos as bactérias que produzem as enzimas necessárias. Temos as enzimas necessárias para processar proteína. Uma coisa que ela diz é certa: existem vários tipos de dieta paleo, dependendo da locação geográfica.

    E ela realmente colocou um prato com uns 5kg de carne vermelha como ilustração? Eu não consumo apenas carne vermelha (peixe e frango bem mais), e as quantidades são mínimas. Não causo prejuízo no rodízio, rs. Ou seja, não vou te entendiar mais e não quero te converter, sua dieta funciona super bem pra vc; só mesmo pra discutir a informação recebida. A Christina Warinner é antropóloga e faz pesquisa molecular, e eu prefiro receber orientação nutricional de nutrólogos.

    Eu não posso comer 2000 calorias por dia, mesmo que venha de arroz integral e alface. Já tentei. Fico feliz por você ter um metabolismo melhor, mas isso não vale para todos. Uma parcela das pessoas que têm problema com o peso nunca comeu demais, mas sim o que não funcionava para a sua bioquímica pessoal. Açúcar, como você disse, é terrível. Infelizmente em MIM o açúcar das frutas (e o que é metabolizado a partir da farinha, integral ou não) tem o mesmo destino: ser estocado em forma de gordura.

    É claro que você deve promover o que prefere no seu blog e no seu instagram, foram apenas meus “two cents” porque se eu tivesse ouvido apenas isso jamais teria tentado outros caminhos. Fica a dica para cada pessoa encontrar o que funciona pra si. Parabéns pelo sucesso da sua busca por ser mais saudável, moça. :)

  2. Lau disse:

    Bem, o que posso dizer. Sigo alimentação paleo há quase cinco anos, perdi 27 quilos em 11 meses sem tomar nenhum remédio ou termogênico e venho mantendo sem sacrifício. Faço caminhada, por lazer, 3x por semana. Antes disso vivi na luta de comer folhinha e batata cozida, e passar horas puxando ferro e só conseguia me sentir cansada e com fome e caindo em tentações…. Depois que restringi carboidratos eu parei de sentir vontade louca de comê-los, gorduras boas e proteínas (que não é só ovo) trazem saciedade, parei de sentir tanta fome porque sem picos de glicose no sangue minha glicemia está controlada e me sinto mais disposta. Ninguém é obrigado a seguir o mesmo, mas me deixa triste ouvir que Paleo e dietas com restrição de carboidratos são “dietas da moda”. Todas as novas dietas e novas diretrizes nutricionais já recomendam restrição de farinha e açucares (sim, inclusive do suco). Existem inúmeros estudos desprovando noções como “gordura aumenta colesterol e engorda”; farinha e açúcar são os novos venenos. Não te culpo, dieta de baixa caloria funciona pra muitos (nao funcionou pra mim), sigo seu insta e desejo toda a sorte do mundo na sua caminhada em busca de saude. Low carb não funcionou pra você e tudo bem. Mas propagar por aí a idéia de que low carb é “dieta da moda” pode impedir outras pessoas de testar algo que pode ser bom pra elas. Paleo salvou a minha vida. Minha glicemia que era complicada normalizou, meu colesterol está perfeito, minha pele melhorou, tenho mais energia e não vivo com fome. Da mesma forma que você cortou o refrigerante pra “nunca mais” eu cortei o pão e o macarrão, que também não tem nutrientes e ao contrario do refri diet que eu ainda consumo, vão retardar demais ou até impedir o meu trajeto em direção ao peso saudável. Carboidrato agora só em ocasião especial. E não vejo nada de errado com isso. :)

    • Lia Caldas disse:

      Olá, Lau.

      Concordo com várias coisas da dieta paleo – alimentos processados fazem muito mal, laticínios não deveriam ser consumidos por humanos e açúcar é um veneno – mas não concordo com a ênfase em produtos animais, como carnes e ovos. A maior parte das grandes pesquisas sobre alimentação (aquelas que envolvem 15 mil, 20 mil pessoas por 10, 20, 30 anos) indicam que as principais doenças modernas, como diabetes, doenças cardíacas, câncer e outras, estão ligadas ao consumo de produtos animais (carnes, laticínios e ovos). Existem várias referências que eu poderia indicar, mas gosto bastante dessa palestra do Dr. Greger, cuja missão de vida (e de sua equipe) é esmiuçar pesquisas sobre alimentação publicadas no mundo inteiro. Infelizmente o vídeo não tem legendas em português: Uprooting the Leading Causes of Death.

      E quanto à minha alimentação, não faço restrição calórica, muito pelo contrário. Uma semana resolvi calcular quanto comia, só por curiosidade, e estou consumindo algo entre 2500 e 3200 calorias por dia, na atual fase do meu projeto. Nessa fase 1, que descrevo no post, não saberia dizer ao certo, pois não calculei, mas aprendi ao longo dos últimos meses que mais importante que a quantidade de calorias é a qualidade do alimento que você consome. Mil calorias de sorvete não é igual a mil calorias de batata assada (sem óleo), que é um alimento muito saudável, nutritivo e que sacia muito bem a fome.

      Sobre o pão e o macarrão, vou continuar consumindo os de farinha integral, que têm muitos nutrientes, mas não vou ficar neurótica se um dia comer um pão francês. Muitas pessoas relatam ter sensibilidade ao glúten, embora não sejam alérgicas, e acredito que elas devam ter se beneficiado de cortar essa proteína, mas esse não é o meu caso. Não tenho sensibilidade nenhuma ao glúten, já prestei atenção a isso, portanto não vejo sentido em cortar.

      Possivelmente a última fase do meu emagrecimento vai ser bem mais lenta que as outras, mas vou manter a alimentação que estou fazendo agora (estou na fase 3, já eliminei mais de 20kg, em cerca de 9 meses, e o post será publicado em breve), pois acredito que seja a mais saudável.

      Ahh… e digo “dietas da moda” pois elas são todas bem recentes, as mais antigas têm no máximo 50 anos, em contraste com os milhares de anos que o homem baseia sua alimentação em carboidratos. Até mesmo o homem paleolítico comia muito mais grãos (e menos carnes) do que a dieta paleo promove. Veja esta palestra, em inglês, de uma arqueóloga: Debunking the paleo diet: Christina Warinner at TEDxOU.

      Bom, espero que cada um encontre a alimentação que lhe serve melhor, como você encontrou a sua, mas eu prefiro promover o que eu acredito de coração que seja o mais saudável ;-)

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